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11h10 01Jan Antigo patrocinador fatura com Ronaldo no Corinthians
O Corinthians pretende anunciar o novo patrocinador num futuro próximo, mas quem deve ter sorrido à toa nos últimos dias de 2008 foi o parceiro que deixa o espaço nobre do uniforme corintiano: a Medial Saúde, do ramo hospitalar, teve Ronaldo como garoto-propaganda por dez dias sem desembolsar um centavo a mais.
O contrato entre Corinthians e Medial terminou em 20 de dezembro. Cerca de 20 dias antes um comunicado oficial já confirmava o que muitos sabiam: não haveria renovação porque a empresa não teria dinheiro para bancar um aumento no valor pago, como o clube deseja.
Os R$ 16,5 milhões que desembolsou em 2008, o maior contrato de patrocínio do Brasil, já estavam além do orçamento da Medial, mas foi feito justamente por apostar que na Série B do Brasileiro a mídia em cima do Corinthians aumentaria e, com isso a marca da empresa estaria em evidência. Acertou em cheio.
Mas nem o mais otimista executivo da Medial poderia sonhar com um presente de Natal do tamanho de Ronaldo. No dia da apresentação do astro (12 de dezembro), o mundo viu a marca da empresa estampada no momento em que ele tirou o paletó e vestiu a camisa corintiana pela primeira vez. Até aquele momento nada demais, já que o contrato estava vigente.
Do dia 26 de dezembro, quando o grupo de jogadores se reapresentou no Parque São Jorge, até a última terça-feira, as camisas de treino utilizadas e os painéis que ficam atrás do entrevistados ainda permaneciam com a marca da Medial. E, obviamente, o jogador mais clicado foi Ronaldo.
O ápice aconteceu no dia 29 de dezembro, quando aconteceu uma entrevista coletiva de Ronaldo. Cliques, fotos e imagens do maior artilheiro das Copas do Mundo com Medial Saúde no peito. E de graça. "Eles foram parceiros quando mais precisamos. Pagaram o que nós pedimos e que ninguém queria pagar. E sempre que precisamos de dinheiro eles adiantaram valores para pagarmos dívidas", explicou ao gerente de marketing do Corinthians, Caio Campos, ao justificar o "agrado" à antiga patrocinadora
Houve também outra questão: falta de tempo hábil para a Nike, fornecedora de material esportivo do clube, enviar novas camisas sem patrocínio. Isto nem deve ocorrer mais, já que a diretoria de marketing sonha que neste sábado, no primeiro treino do time em Itu, local da pré-temporada, o novo patrocinador já esteja estampado na camisa.
O destino pode ainda levar Felipão e Robinho a trabalharem juntos, mas no Manchester City
Bristol (EUA) – Continua crescendo o número de técnicos despedidos na National Football League e na National Basketball Association, a liga de Futebol Americano e a de basquete, nos Estados Unidos. Só na NBA seis treinadores perderam o lugar nas últimas cinco semanas.
O desemprego só não tem aumentado na MLB, a liga de beisebol, porque a temporada acabou. Os clubes estão à espera da reabertura, em questão de três meses.
Mas não devemos ficar com pena desses desempregados. Em primeiro lugar, não ficam desempregados muito tempo. São defenestrados em um time e logo, logo, arranjam colocação em outro. Em segundo, apesar de toda a crise econômica, são muito bem pagos. Na NBA, por exemplo, o salário médio de um técnico é de três milhões e meio de dólares por ano.
Outro que está para perder o lugar atua no futebol inglês e é o nosso Luiz Felipe Scolari, o Felipão. Creio ter sido o primeiro a chamar a atenção para o fato de que o vôo inglês de nosso patrício estava encontrando inesperadas perturbações atmosféricas. O time começou a fazer água, a deixar adversários virarem o marcador, a conceder empate nos últimos lances dos jogos.
Em outras palavras, nada do que o dono do clube, o russo Roman Abramovich, esperava de um técnico, como Scolari, com a fama de durão e obcecado por detalhes.
Para piorar a situação de Felipão, o dinheiro com que ele esperava contar para contratar reforços na janela de transferências de janeiro secou. Abramovich perdeu bilhões (leiam com atenção, bilhões) de dólares na Bolsa de Valores de Moscou depois que a cotação do barril de petróleo despencou e, em consequência, mandou apertar os cintos no Chelsea.
O time, que já vem conturbado com o mau relacionamento de Scolari com a estrela Didier Drogba, poderá adquirir outro centro-avante apenas se, por outro lado, tiver sucesso na transferência (venda, embora ninguém goste mais de usar a palavra) de jogadores para outros clubes. Quer dizer, só entra um novo se sair um velho.
Scolari, de olho em Luís Fabiano ou Vágner Love, não está muito otimista. Tal estado de coisas só faz aumentar sua frustração por ter perdido a oportunidade de contratar Robinho, ao início da temporada.
Robinho é agora vice-artilheiro do campeonato, jogando pelo Manchester City, que, de propriedade de um membro da Família Real de Abu Dhabi, tem um orçamento ilimitado para novas aquisições. É talvez o único clube inglês que pode se gabar de possuir largas somas em caixa no momento.
Mas o técnico do Manchester City, Mark Hughes, está para ser demitido. É a tal ciranda de treinadores. Quem sabe Felipão não sai do Chelsea e afinal se une a Robinho, só que um pouco mais ao norte?
Etiópia e Quênia vencem provas feminina e masculina da São Silvestre
O fato de ter confirmado presença faltando apenas cinco dias para a disputa não impediu o queniano James Kipsang e a etíope Yimer Wude Ayalew de brilharem na São Silvestre 2008. Apostando em um tática que impunha ritmo forte a partir da metade da prova, os dois cruzaram a linha de chegada na primeira colocação, desbancando os principais favoritos ao título.
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Sem demonstrar nenhum cansaço na temida subida da Avenida Brigadeiro Luis Antônio, Ayalew repetiu o feito de Derartu Tulu em 1994 e deu o segundo êxito ao país nas ruas paulistanas. Ela ainda conseguiu a proeza de não ser ultrapassada por nenhum homem.
Ainda assim, Kipsang pode se gabar de ter colocado o Quênia como maior vencedor da fase internacional da São Silvestre, iniciada em 1945: agora, o país africano soma 11 títulos, contra dez dos anfitriões. Longe de ser apontada como favorita, Fabiana Cristine Silva conseguiu o segundo lugar. O vice entre os homens ficou com o então favorito Evans Cheruiyot, atual campeão da Maratona de Chicago.
Kipsang acumula bons resultados na carreira: este ano, ele foi o segundo colocado na Maratona de Berlim, além de ter conseguido o quarto lugar na Maratona de Nova York, vencida pelo brasileiro Marílson dos Santos, que não participou da São Silvestre por conta de uma contusão.
Ayalew, por sua vez, era considerada especialista em prova mais curtas e de velocidade. A jovem de apenas 21 anos tinha como principal credencial o título da Corrida da Mulher, em Lisboa, quando superou superou inclusive a queniana Alice Timbilili, campeã do tradicional evento paulistano no ano passado.
Principal esperança brasileira na disputa, o mineiro Franck Caldeira sentiu dores abdominais e abandonou por volta do décimo quilômetro. Desde que se sagrou campeão, em 2006, ele não conseguiu mais terminar a São Silvestre: no ano passado, ele abandonou no mesmo trecho ao sentir uma indisposição.
A decepção, aliás, foi a marca entre os representantes nacionais, que sequer chegaram ao pódio no masculino. Despedindo-se das competições profissionais, Vanderlei Cordeiro de Lima cumpriu o prometido e fez apenas uma prova discreta, mas mesmo assim foi extremamente ovacionado pelo público ao terminar os 15 quilômetros e beijar o chão.
Entre as mulheres, no entanto, o panorama foi diferente, com quatro brasileiras entre as cinco primeiras colocadas: além de Fabiane, Marily dos Santos, Marizete Moreira e Luzia de Souza Pinto conseguiram terminar no pódio.
A corrida - Representante da Tanzânia, Sara Ramadhani foi quem exerceu em 2008 a função de “coelho”, atleta que força o ritmo nos primeiros metros da prova. Na descida da Consolação, ela mantinha aproximadamente uma vantagem de 70 metros com relação ao pelotão formado pela queniana Nancy Kipron. Por sua vez, as brasileiras Edielza Alves dos Santos e Marily dos Santos tentavam não deixar as estrangeiras escapar.
Quando Sara se localizava próxima à Avenida Ipiranga, foi dada a largada da disputa masculina da São Silvestre. Em ritmo forte, algo incomum neste trecho, ela estava ainda mais isolada na liderança no caminho para o Elevado Costa e Silva, que marca o primeiro terço da prova. No masculino, Cristiano Silva Machado assumiu a ponta nos primeiros metros da competição.
Não demorou muito, no entanto, para que o atleta do Cruzeiro fosse ultrapassado pelo grupo formado pelos favoritos quenianos Evans Evans Cheruiyot e Nicholas Koech. Neste momento, o único representante nacional a acompanhar os estrangeiros era Galdson Barboza, mas logo ele deu sinais de cansaço e desistiu de acompanhar os rivais.
No Memorial da América Latina se deu a primeira troca de liderança entre as mulheres, com a etíope Yimer Wude Ayalew alcançando a primeira colocação. Na Avenida Marquês de São Vicente, o queniano James Kipsang se desgarrou dos rivais, mas ainda assim não conseguia abrir grande diferença com relação a Cheruiyot.
Discretas, as brasileiras só começaram a aparecer por volta do quilômetro 10, quando Fabiana Silva era segunda colocada, seguida por Edielza e Marily – Wude, no entanto, estava longe de ser ameaçada e assim seguiu até o final da prova, inclusive na Brigadeiro. Da mesma forma, Kipsang manteve o domínio entre os homens e se sagrou campeão pela primeira vez na São Silvestre.
10h19 01Jan Reveja o papo com Muricy Ramalho, tri brasileiro, nesta quinta-feira, às 14h30
O grande diferencial do São Paulo é a “pegada”, segundo Muricy. As conquistas do clube são resultado de muito trabalho e de uma condição física excelente. “No momento em que a gente começou a treinar e a jogar uma vez por semana, nos aproximamos da conquista”. O técnico afirmou que tanto ele como o goleiro e capitão do time, Rogério Ceni, ficam sem dormir, sem comer e até ficam doente quando o time perde. Muricy disse que continua com fome de títulos. “Se não for assim, eles me mandam embora.
Acabou o campeonato, é tricampeão, mas no Campeonato Paulista já vão me cobrar de novo.”
Reclamar sobre a saída de jogadores não é algo que Muricy goste de fazer. “Eu não gosto de chorar. Se faço isso, não vou atrás de solução. O São Paulo vende jogadores e eles gostam de mim porque eu vou atrás de outros.” Durante o programa, o técnico revelou que pensa em seleção brasileira. “Eu teria que mudar a minha carreira e a minha maneira de trabalho. Claro que eu já pensei nisto.”
Muricy disse que também pensa em se tornar técnico de algum time europeu. “Eu sou viciado em esportes e fico imaginando se estivesse lá, mas não é minha prioridade.” Dos times europeus, o preferido do técnico do São Paulo é o inglês Arsenal. “É um time com menos recursos, com jogadores mais jovens e que jogam parecido com a gente”.
No Bola da Vez, Muricy também comentou a ida de Ronaldo para o Corinthians. “Enfrentar ele vai ser fogo. Estou sentindo que ele vai dar trabalho. Em termos de marketing, vai ser ótimo e tomara que ele volte a jogar.”
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